A OpenAI lançou em 23 de abril o GPT-5.5, sucessor lançado apenas seis semanas depois do modelo anterior, com preço por token dobrado. É o primeiro lançamento de fronteira em dois anos a aumentar o preço em vez de reduzi-lo.
A inversão contraria o que virou expectativa de mercado. Desde 2024, cada geração chegava mais barata que a anterior, e planilhas de custo eram feitas contando com essa queda continuar.
A justificativa apresentada está no que o modelo consome, não no que ele cobra. Segundo os números divulgados, ele usa cerca de 40% menos tokens que o antecessor para completar tarefas equivalentes de programação, o que muda a conta: preço por token maior com consumo menor pode dar custo por tarefa igual ou até menor.
É a mesma métrica que dominaria os lançamentos seguintes do setor, com concorrentes anunciando modelos por custo por tarefa concluída em vez de preço de tabela.
Para quem opera, a consequência prática é que comparar fornecedor por preço de tabela deixou de funcionar. A única medida confiável é rodar a tarefa real da operação nos dois modelos e comparar o gasto total até o resultado ficar pronto.
