Os modos de execução contínua anunciados no período mudam a natureza da interação: em vez de avaliar cada resposta, a pessoa define objetivo e o sistema trabalha até chegar lá.
Essa transferência de decisão exige contrapartida que raramente vem junto do recurso: uma lista explícita do que o sistema não pode fazer sem confirmação.
A lista não precisa ser longa e costuma caber em poucos itens: apagar arquivo, alterar configuração de produção, publicar mudança, enviar dado para fora e gastar acima de um teto definido.
Sem essa definição prévia, a decisão sobre o que é irreversível acaba sendo tomada pelo próprio sistema, com base em critério que ninguém escreveu e que não aparece em lugar nenhum quando algo dá errado.
É a mesma recomendação que atravessou o ano em incidentes com agente, aplicada agora ao caso mais comum: não é ataque externo, é sistema autorizado fazendo mais do que alguém teria autorizado se tivesse sido perguntado.
