O Google integrou seu assistente a milhões de veículos no período, com preocupações persistentes sobre os padrões de coleta de dados adotados por padrão.
Carro é um dos ambientes mais sensíveis para coleta, e a razão é simples: ele sabe onde você esteve, quando, com que frequência e a que velocidade. Histórico de localização de um veículo descreve rotina de uma família com precisão que poucos sistemas alcançam.
A preocupação sobre padrão de fábrica é a mesma que apareceria semanas depois no caso dos componentes de análise dentro de aplicativos, que coletavam localização mesmo quando o aplicativo não precisava dela. O problema não é a coleta existir, é ela vir ligada sem decisão de quem usa.
Assistente dentro do carro tem justificativa forte de segurança, porque substitui interação com tela enquanto se dirige, que é justamente onde a distração custa caro.
A pergunta que fica para quem compra veículo com esse tipo de sistema é a de sempre em produto conectado: o que é coletado por padrão, o que dá para desligar sem perder função, e por quanto tempo o histórico fica guardado.
