Uma montadora lançou no período um assistente de bordo compatível com duas gerações de hardware do próprio veículo, para navegação e gestão do carro.
Compatibilidade com hardware anterior é o detalhe que costuma passar despercebido e que decide a percepção do cliente. Recurso novo que só funciona no modelo do ano transforma o carro comprado há dois anos em produto de segunda classe, e o comprador percebe.
Do lado técnico, essa compatibilidade é a parte difícil. Hardware antigo tem menos memória e menos capacidade de processamento, o que obriga a distribuir o trabalho entre o que roda no veículo e o que roda em servidor.
É a mesma divisão que apareceu em outros produtos do semestre, com fabricantes de aparelho apresentando famílias de modelos separadas para execução local e em servidor, exatamente para atender aparelho com capacidade diferente.
Para quem constrói produto conectado, o exemplo aponta uma decisão que precisa ser tomada cedo: qual é o hardware mais fraco que ainda precisa receber a função, porque isso define a arquitetura inteira.
