A campanha de roubo de dados que atravessou o ano seguiu ativa no período, com ataque a uma grande farmacêutica somando-se à lista de organizações atingidas.
O padrão dessas campanhas é econômico antes de ser técnico. Em vez de atacar cada empresa separadamente, o grupo mira plataformas corporativas amplamente adotadas, porque comprometer um ponto rende acesso a muitos clientes de uma vez.
Isso desloca o problema para um lugar incômodo. A postura de segurança de uma empresa deixa de depender só do que ela faz e passa a depender do que seus fornecedores fazem, num arranjo em que ela não tem visibilidade nem controle.
A defesa disponível é menos glamourosa que a conversa sobre ferramenta: reduzir o que cada integração enxerga, revisar permissão concedida a aplicativo conectado e exigir aviso rápido em contrato.
Vale notar a coincidência do período: a mesma semana registrou incidente em fornecedor de software de saúde com milhares de clientes e ataque que alcançou ambiente de produção industrial. Três recortes do mesmo movimento, que é atacar o elo que muitos compartilham.
