A Microsoft apresentou o Project Perception, plataforma de segurança cibernética que encontra e corrige falhas em software usando modelos da própria Microsoft, da OpenAI e da Anthropic ao mesmo tempo.
O que sustenta o produto é uma camada de orquestração que decide qual modelo atende cada tarefa: modelo barato para triagem, modelo de fronteira apenas quando o raciocínio exige. Segundo a empresa, essa distribuição derruba o custo o suficiente para tornar viável a varredura contínua, que até agora era cara demais para rodar sem parar.
A escolha de incluir dois concorrentes diretos no próprio produto é a parte que diz mais sobre o estado do mercado. Ela admite em público que nenhum fornecedor entrega a melhor relação entre custo e resultado em toda tarefa, e que amarrar um produto a um único modelo é decisão comercial, não técnica.
O posicionamento declarado é de alternativa mais barata a uma linha específica de produto da Anthropic, o que cria a situação incomum de vender contra uma empresa cujo modelo o produto usa.
Para quem opera segurança, o ponto prático é o custo de varredura contínua. Análise que roda uma vez por semana encontra o problema uma semana depois. O argumento do produto é que a economia de roteamento aproxima a varredura do tempo real.
