A ferramenta de programação assistida da OpenAI alcançou 5 milhões de usuários semanais, número divulgado junto do anúncio de aquisição que lhe dá agentes persistentes em nuvem.
Uso semanal, e não total de contas criadas, é a medida que importa. Ela indica incorporação à rotina de trabalho, não curiosidade. Nessa escala, o código gerado por assistente deixou de ser exceção nos repositórios e passou a ser parte relevante do que entra em produção.
A consequência para revisão de código é concreta. Revisão foi desenhada supondo que alguém escreveu cada linha e sabe explicá-la. Quando parte substancial do trecho vem de sugestão aceita, a pergunta do revisor muda: não é mais apenas se o código está correto, mas se quem submeteu entende o que ele faz quando o caso incomum aparecer.
Some-se a isso o trabalho em segundo plano que a aquisição habilita, e o problema se agrava: código produzido enquanto ninguém acompanha precisa de registro de auditoria para ser revisável.
Nada disso é argumento contra a ferramenta. É a observação de que a prática de revisão precisa acompanhar a mudança de quem, de fato, escreve.
