Em 7 de abril, a Anthropic anunciou uma prévia do Claude Mythos e restringiu o acesso ao mesmo tempo, depois que testes mostraram que o modelo encontrava vulnerabilidades em software real, incluindo Firefox, núcleo do Linux e OpenBSD, que anos de teste humano de segurança não haviam encontrado.
Anunciar e restringir no mesmo dia é decisão incomum e diz muito sobre o resultado dos testes. Empresa que restringe o próprio produto no lançamento está declarando que a capacidade encontrada excedeu o que ela considerava aceitável liberar de forma ampla.
Os alvos mencionados dão a dimensão do achado. Firefox, núcleo do Linux e OpenBSD são projetos com auditoria intensa há décadas, com programa de recompensa por falha e comunidade grande de revisão. Encontrar ali o que ninguém encontrou não é resultado de sorte.
A restrição correu por um programa que limitava o acesso a um grupo pequeno de organizações consideradas confiáveis, arranjo que a concorrência adotaria semanas depois com nome diferente e desenho parecido.
O que esse episódio antecipa é toda a discussão que dominaria o semestre: capacidade que encontra falha é a mesma que a explora, e nenhuma medição separa as duas coisas de forma confiável.
