A lista de projetos onde o modelo encontrou vulnerabilidade em abril, incluindo Firefox, núcleo do Linux e OpenBSD, é a informação mais relevante do episódio, mais até que a capacidade em si.
Esses três projetos estão entre os mais auditados do mundo. Têm código aberto revisado por comunidade grande, programa de recompensa por falha e décadas de escrutínio profissional, e mesmo assim havia o que encontrar.
Isso reposiciona a régua de segurança de todo o resto. Se software com esse nível de revisão guarda falha não descoberta, software corporativo comum, revisado por uma equipe pequena com prazo apertado, guarda muito mais.
A leitura otimista é que ferramenta capaz de auditar em escala pode reduzir esse estoque acumulado de falha, e programas de auditoria de código aberto anunciados nos meses seguintes seguiram essa direção.
A leitura realista é que a mesma capacidade está disponível para quem procura o que explorar, e que a vantagem vai para quem varre primeiro. Foi essa simetria que motivou restrição de acesso, revisão prévia e a discussão pública que dominou o semestre.
