Uma empresa do setor farmacêutico detectou ataque de sequestro de dados em 4 de maio, com exfiltração confirmada, e informou em 13 de maio que a atividade havia sido contida com apoio externo, com sistemas centrais restabelecidos.
Nove dias entre detecção e contenção anunciada é resultado bom para incidente com exfiltração, e costuma indicar preparo anterior: plano escrito antes, contrato de resposta já assinado e cópia de segurança que funcionava.
A parte mais cara desses casos raramente é técnica. É decidir sob pressão o que desligar e quando religar, com operação parada e sem saber exatamente até onde o atacante chegou.
Setor farmacêutico tem agravante regulatório que encurta o prazo. Sistema de produção sob regime de qualidade não volta ao ar por decisão de tecnologia: exige verificação documentada, e cada dia parado tem custo de lote e de compromisso de fornecimento.
Para operações menores, a versão aplicável não exige contrato caro: saber de antemão quem liga para quem, ter cópia testada com restauração completa e ter escrito qual sistema pode ser desligado sem parar tudo.
