A criação simultânea de sociedades voltadas a serviço corporativo pelas duas maiores empresas do setor aponta um gargalo que capital sozinho não resolve: falta gente capaz de implantar.
A dificuldade raramente é técnica. É processo que ninguém documentou, exceção que só um funcionário antigo conhece, sistema legado que não expõe o dado necessário e equipe que precisa continuar trabalhando durante a mudança.
Esse conjunto exige um perfil específico, que combina entender o negócio do cliente, saber o que a ferramenta faz de verdade e ter paciência para trabalho de campo. É perfil escasso e difícil de formar rápido.
Foi por isso que o mercado passou a disputar engenheiros instalados dentro do cliente, e por isso as fabricantes preferiram estruturar isso como sociedade separada, com contratação e cultura próprias.
Para quem presta serviço de tecnologia com equipe pequena, isso descreve uma vantagem competitiva pouco óbvia: proximidade com o cliente e conhecimento do processo dele valem, nesse momento, mais que acesso privilegiado a modelo.
