O acordo relatado entre Apple e Google para o modelo que passa a alimentar a Siri foi estimado em cerca de um bilhão de dólares por ano.
A cifra ganha sentido quando comparada ao que as concorrentes gastam construindo capacidade própria. Empresas do mesmo porte anunciaram no semestre investimentos de dezenas ou centenas de bilhões em infraestrutura, com retorno diluído em anos.
Um bilhão por ano em contrato é caro em termos absolutos e barato em termos relativos: compra capacidade de fronteira sem imobilizar capital em data center, sem disputa por memória escassa e sem risco de construir para um modelo que envelhece.
O que se paga em troca é dependência, e ela é dupla nesse caso: o fornecedor é concorrente direto, e a camada contratada é a mais visível do produto.
Para operações de qualquer tamanho, o raciocínio é transferível. Construir capacidade própria só compensa quando o volume é previsível e grande; abaixo disso, contratar sai mais barato e o risco a administrar é de fornecedor, não de obra.
