Enquanto a indústria anunciava fábricas e contratos, reguladores na Europa e na China avançavam com novas regras para o setor, movimento que corre em paralelo à expansão da capacidade.
O descompasso de ritmo é a característica mais relevante. Decisão de fábrica se mede em anos e decisão regulatória também, mas o mercado que as duas tentam acompanhar muda em semanas, o que produz regra escrita para um cenário que já mudou quando entra em vigor.
Na Europa, a direção adotada foi de obrigação documental: fornecedor de modelo de uso geral passou a ter que documentar informação, manter política de direito autoral e publicar resumo do material usado no treinamento.
Do outro lado, a estratégia chinesa anunciada no período é de infraestrutura, com plano quinquenal de escala nacional e substituição de fornecedor estrangeiro por tecnologia local.
São dois modelos distintos de resposta ao mesmo fato: quem controla a capacidade de computação controla o ritmo de quem depende dela.
