Tesla e SpaceX anunciaram investimento inicial de 16,8 bilhões de dólares para construir uma fábrica de chips no Texas, com projeto que prevê 100 milhões de pés quadrados de área de manufatura.
A justificativa apresentada é de demanda própria. Segundo as empresas, a necessidade combinada delas deve superar um terawatt de capacidade de computação por ano, volume que excede com folga a oferta global atual. As duas, junto de outra empresa do mesmo grupo, já consomem parcela relevante da capacidade de fabricação sob contrato disponível no mercado.
O raciocínio por trás do número é a aposta declarada de que robôs assumam tarefas humanas, veículos autônomos façam a condução e satélites sirvam de data center. Cada uma dessas frentes exige capacidade de processamento em escala que a produção atual não sustenta.
Fabricar o próprio chip é a versão extrema do movimento que também apareceu nesta semana em outras empresas do setor: quem depende de capacidade escassa procura sair da fila em vez de negociar posição nela.
O prazo é o contraponto. Fábrica de semicondutor leva anos entre anúncio e produção em volume, o que significa que o alívio, se vier, não resolve a escassez que aperta o mercado agora.
