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Edição 15Semana de 4 a 9 de agosto de 202616 matérias
Hardware

Preço de memória volta ao nível de 2007 e apaga vinte anos de queda

A corrida por IA levou a memória a preços que o mercado não via desde antes do primeiro iPhone. Um bilhão de dólares em chips de celular espera na prateleira.

Preço de memória volta ao nível de 2007 e apaga vinte anos de queda
Hardware · 4 a 9 de agosto de 2026

O preço da memória voltou, em termos normalizados, ao patamar de 2007. O cálculo é de um pesquisador que acompanha a série histórica e mostra que a escassez provocada pela demanda de inteligência artificial desfez, em questão de meses, duas décadas de queda contínua de preço.

A memória é o caso mais bem documentado de barateamento constante na indústria de computação. Voltar a 2007 não significa que a tecnologia regrediu, e sim que a demanda cresceu num ritmo que a capacidade instalada de fabricação não acompanha, e não vai acompanhar no curto prazo, porque fábrica nova leva anos.

O efeito já saiu do campo abstrato. Segundo apuração do setor, cerca de um bilhão de dólares em chips destinados à próxima geração de iPhone estariam parados aguardando encapsulamento por causa da escassez de memória. Quando o gargalo atinge o produto de maior volume da maior fabricante de telefones, ele deixou de ser problema de nicho.

Do lado da oferta, os fabricantes correm. A Samsung apresentou três tecnologias de memória de próxima geração voltadas a data center de IA, e Sandisk e SK hynix divulgaram especificação com empilhamento de até dezesseis camadas. São respostas reais, mas de maturação lenta.

Para quem compra equipamento, a leitura prática é que orçamento feito com preço do ano passado não fecha, e a diferença não volta ao normal por decisão de fornecedor. Foi por isso que fabricantes de notebook passaram a aceitar memória de segunda fonte, como noticiado nesta mesma semana.

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