A Meta anunciou que vai abrir os pesos do seu modelo de inteligência artificial mais recente, o que permite que qualquer pessoa baixe e execute o sistema por conta própria. O anúncio foi feito pelo próprio Mark Zuckerberg, em vídeo publicado numa rede social da empresa.
Pesos são os valores que determinam como o modelo se comporta. Abri-los significa que o funcionamento deixa de depender do serviço da empresa que o criou: quem baixa pode rodar em máquina própria, ajustar e integrar sem pedir licença nem pagar por chamada.
O movimento é claramente dirigido às concorrentes que cobram pelo acesso a modelos fechados. Se o modelo aberto entrega qualidade próxima, o argumento de vender acesso por assinatura perde força, e a comparação passa a ser entre custo de operar por conta própria e conveniência de terceirizar.
No mesmo anúncio, a empresa comunicou um fundo de um bilhão de dólares destinado a comunidades onde mantém e opera data centers. Uma delas, na Louisiana, abriga uma construção que pode ultrapassar 250 bilhões de dólares em custo total.
A cifra do data center ao lado da abertura dos pesos descreve bem a estratégia: o modelo é distribuído de graça, e o que se disputa é a infraestrutura em que ele roda e a posição de quem define o padrão que o resto do mercado segue.
