O MIT divulgou que 95% das organizações não obtiveram retorno sobre os US$ 30 bilhões gastos globalmente com inteligência artificial generativa. O dado faz parte do Projeto NANDA do MIT, que acompanha a adoção corporativa da tecnologia.
O relatório aponta que a tentativa de resolver o problema com mais treinamento técnico não funcionou. Apenas 15% dos líderes de aprendizado e desenvolvimento consideram que os programas de liderança de suas organizações são eficazes para ensinar IA.
O problema, segundo o SHRM, que repercutiu o estudo, é que a fluência em IA virou um problema de liderança, não de capacitação operacional. Quando a liderança não entende o que a tecnologia pode e não pode fazer, os projetos de IA são mal desenhados e mal avaliados.
Para quem opera sistemas em produção, o dado confirma o que se observa na prática: investimento em IA sem alinhamento da gestão gera projetos que não saem do piloto. O dinheiro vai para infraestrutura e modelos, mas falta governança para medir resultado.
O jornal entende que o gargalo não é técnico. Equipes de operação e engenharia podem entregar modelos funcionais, mas se a liderança não consegue definir métricas de sucesso ou integrar IA aos processos de negócio, o retorno não aparece. Treinar líderes, não apenas times, é o próximo passo.
