A OpenAI anunciou que sua ferramenta Computer History, antes baseada em capturas de tela no estilo Recall, agora funciona como um monitor de eventos de interação. Em vez de fotografar a tela a cada poucos segundos, o sistema registra cliques, digitação, atalhos de teclado e trocas de aplicativos expostos pela acessibilidade do macOS. A informação consta em documentação oficial da empresa, divulgada em 14 de agosto de 2026.
O Computer History transforma esses eventos em resumos de texto e arquivos de memória local. A OpenAI afirma que o novo método reduz o volume de dados sensíveis capturados, já que não armazena imagens da tela. A decisão responde a críticas de especialistas em privacidade, que apontaram riscos semelhantes aos do Recall da Microsoft, suspenso em 2024 após pressão regulatória.
Para operadores de sistemas em produção, a novidade impõe uma análise de risco adicional: qualquer ferramenta que acesse eventos de teclado e clique, mesmo que localmente, pode expor credenciais, senhas e dados confidenciais inseridos pelos usuários. A abordagem anterior, com captura de tela, ao menos permitia mascarar campos de senha via APIs nativas do sistema operacional. O keylogging, por sua vez, captura tudo o que é digitado antes de qualquer filtro.
O Novidades da Semana entende que a troca reduz a superfície de vazamento de imagens, mas introduz um vetor mais invasivo: o registro direto de entrada de dados. Equipes de segurança devem revisar políticas de uso aceitável para ambientes corporativos e considerar o bloqueio de permissões de acessibilidade a aplicações não autorizadas. A OpenAI não informou se o recurso será estendido ao Windows ou se haverá controle granular por aplicativo.
