A Fujitsu apresentou no Hot Chips 2026 seu processador Monaka, projetado para data centers de IA. O lead arquiteto Ryohei Okazaki descreveu o design como um CPU feito no Japão, específico para desempenho de IA e eficiência energética, de acordo com a Tom's Hardware. O projeto é subsidiado pela New Energy and Industrial Technology Development Organization do Japão.
A característica central do chip é o empilhamento de todo o cache em um die separado de 5nm, com redução do conjunto de instruções vetoriais para SVE2 de 256 bits. O Monaka será vendido em duas configurações: uma versão de 350W refrigerada a ar com clock base de 2.1 GHz e outra de 500W refrigerada a líquido com 2.9 GHz.
A Fujitsu disponibilizou amostras de avaliação do Monaka, com produção em volume programada para 2027. A arquitetura aposta no mercado de data centers que a empresa chama de IA verde, priorizando eficiência energética em vez de potência bruta máxima.
Para operadores de infraestrutura, o chip representa uma alternativa ao padrão de aceleradores de alta potência, com uma separação física entre cache e núcleos que pode simplificar o resfriamento e a integração em racks. A disponibilidade de amostras permite testes reais de carga antes da produção em escala.
O jornal vê o Monaka como um movimento relevante em um mercado dominado por designs americanos, mas a adoção dependerá da compatibilidade do software com o conjunto reduzido de instruções SVE2. A estratégia de eficiência energética pode atrair data centers com restrições de consumo, desde que o ecossistema acompanhe.
