Um prêmio previsto de 300 milhões de dólares do governo americano seria destinado a uma fabricante para desenvolvimento de tecnologia capaz de mover dados entre processadores de inteligência artificial com mais velocidade.
O destino do dinheiro confirma onde o setor entende estar o gargalo. Não é capacidade de cálculo do acelerador, é a conexão entre eles. Em conjuntos com centenas de aceleradores na mesma tarefa, o tempo de trânsito entre máquinas determina o desempenho do todo.
É o mesmo diagnóstico que motivou as grandes fundições a correr por óptica integrada ao pacote do chip e que levou fabricantes de equipamento de rede a dobrar a capacidade de comutação em uma única geração.
Financiamento público direcionado a essa etapa específica indica também preocupação de soberania: interconexão é ponto de controle tão relevante quanto a fabricação da pastilha, e concentra-se em poucas mãos.
Para quem aluga capacidade, o efeito aparece devagar e na forma de preço por tarefa, não de anúncio.
