Previsões divulgadas no período apontavam contratos do terceiro trimestre com alta de 20% a 30% em memória DRAM e de 35% a 40% em memória NAND, seguindo projeções de aumento adicional já publicadas por casas de análise do setor.
Percentuais de contrato importam mais que preço de varejo porque definem o custo de quem monta equipamento. Uma alta dessa ordem atravessa a cadeia inteira em poucos meses: aparece no orçamento de data center, no preço do notebook e no custo de fabricar telefone.
A causa é a competição por capacidade. Memória de alta largura de banda destinada a inteligência artificial usa linhas de produção que também atenderiam consumo geral, e a alocação segue quem paga mais e assina contrato maior.
O efeito já era visível em outros pontos do mês: valor bilionário em chips de telefone aguardando encapsulamento, fabricantes de notebook homologando fornecedor alternativo e grandes compradores registrando bilhões de aumento de orçamento que são apenas preço.
Para quem planeja compra, a única defesa disponível a curto prazo é a mesma de sempre em mercado apertado: contratar cedo, ter segunda fonte homologada e tratar previsão de preço como faixa, não como número.
