A escolha de estruturar implantação corporativa como sociedade separada, e não como departamento interno, tem justificativa que vai além da contabilidade.
Empresa de produto contrata para construir uma coisa que muitos usam; empresa de serviço contrata para resolver o problema específico de um cliente por vez. As duas atividades exigem temperamento, ritmo e critério de sucesso diferentes.
Misturar as duas na mesma estrutura costuma dar errado nas duas pontas. Quem constrói produto se irrita com pedido específico de cliente; quem presta serviço se frustra quando o roteiro do produto ignora o que ele encontrou em campo.
Separar também protege a leitura financeira. Margem de serviço é menor e o crescimento depende de contratar gente, o que estraga os indicadores que o mercado usa para avaliar empresa de software.
Para quem presta serviço de tecnologia, essa separação feita pelas maiores é uma validação do modelo: elas concluíram que implantar é ofício próprio, e não extensão natural de quem fabrica a ferramenta.
