O grupo apontado em vários incidentes do período aparece em setores sem relação entre si, do ensino ao varejo, e o traço comum não é o setor: é o tipo de sistema atacado.
O método é reconhecível. Em vez de escolher empresa por valor de mercado, escolhe-se plataforma por número de clientes, porque comprometer um ponto rende acesso a muitos ambientes com o mesmo trabalho.
Isso explica a aparente aleatoriedade da lista de vítimas. Elas não têm nada em comum entre si, elas têm em comum o fornecedor, e frequentemente nem sabem quem mais usa o mesmo sistema.
Para quem defende, essa característica é a mais difícil de administrar, porque a exposição não depende de decisão própria. Ela depende da postura de segurança de um terceiro que não se pode auditar e cuja lista de clientes não se conhece.
As medidas que funcionam são de contenção, não de prevenção: reduzir o escopo do que cada integração alcança, exigir prazo de aviso em contrato e assumir, no desenho, que uma integração conectada pode virar caminho de entrada.
