A Intel comprometeu 5 bilhões de euros com produção de semicondutores na Europa, anúncio que integrou uma sequência de movimentos de redistribuição geográfica da fabricação no período.
A motivação combina dois fatores. Um é capacidade: falta linha de produção em toda parte, e a demanda por memória e por acelerador de IA consome a que existe. O outro é político: concentrar fabricação crítica numa única região virou risco reconhecido por governos.
No mesmo período, houve aceleração de fábrica na Coreia e entrada da Índia em produção comercial de encapsulamento, etapa final que apareceu como gargalo concreto, com valor bilionário em chips de telefone aguardando essa fase.
O prazo dessas obras é de anos, o que significa que nenhuma delas alivia a escassez desta temporada.
O que muda no médio prazo é a estrutura de risco: mais regiões capazes de atender e menor chance de um evento local paralisar o fornecimento global.
