A General Motors anunciou uma reforma profunda no OnStar, seu sistema de assistência veicular, que agora incorpora inteligência artificial. A mudança não é apenas de software: a GM redesenhou a arquitetura elétrica e de computação centralizada dos veículos para suportar novos recursos de IA, segundo a empresa. O novo aplicativo OnStar para celular substituirá tanto o OnStar Guardian, lançado em 2020, quanto os apps específicos de cada marca do grupo, como Buick.
A decisão ocorre em resposta à pressão de montadoras chinesas, que já integram tecnologia ao centro do veículo em vez de tratá-la como um acessório. A GM passou a adotar ferramentas internas de desenvolvimento de IA e a projetar uma arquitetura elétrica que centraliza o processamento, permitindo que atualizações de software alterem o comportamento do carro de forma mais ampla.
A centralização de computação em veículos é uma tendência da indústria automotiva, mas cada fabricante tem implementado em ritmo próprio. A GM agora junta-se a Tesla e a montadoras chinesas ao adotar uma arquitetura que trata o carro como um dispositivo sobre rodas, e não como uma coleção de módulos eletrônicos independentes.
Para operadores de frotas e empresas que mantêm sistemas de telemetria ou aplicativos conectados a veículos GM, a mudança implica integração com uma única API e aplicativo, em vez de múltiplos apps de marca. O jornal avalia que a consolidação de arquitetura é um movimento esperado, mas o redesenho completo do hardware elétrico para viabilizar IA mostra que a GM está tratando o software como plataforma, e não como camada sobre o carro existente.
Equipes que lidam com conectividade veicular devem se preparar para migrar integrações dos apps antigos para o novo OnStar, além de testar a nova arquitetura de comunicação com a centralização de computação a bordo.
